Luana Galdino

psicologia, fé & cotidiano

Luana Galdino
Oi, me chamo Luana e aqui você encontra o meu diário virtual sobre cotidiano, reflexões, aprendizados e experiências que a vida me deu. Escrevo para dividir um pouco das coisas que amo, me inspiram e que me fazem feliz. Esse blog é um lugar de respiro para quando você precisar de uma pausa ♡

Tudo o que consumi essa semana #01

Mais um mês que está voando, já estamos na metade de setembro, há poucos meses do final do ano, e até o momento, muitos aprendizados e conhecimentos chegaram até mim por meio de vídeos, podcasts e filmes, e tudo mais. Eu amo aprender. Uma das minhas maiores forças de caráter é o amor ao aprendizado.

Não necessariamente transformei isso em uma meta, mas percebo que venho fazendo o movimento de substituir o tempo de tela por momentos mais intencionais, seja assistindo um conteúdo no Youtube, ouvindo um podcast, ou até mesmo assistindo um filme novo. E além de registrar tudo o que consumo na minha planilha do REMIX, uma planilha que funciona como o meu segundo cérebro, quero deixar registrado aqui para vocês as coisas que acho que vale a pena compartilhar e dividir, e quem sabe inspirar alguém.

Comecei uma nova leitura 

Livro: o que te torna mais forte: como prosperar diante das mudanças e incertezas usando a ACT

ACT significa Terapia de Aceitação e Compromisso, uma das abordagens de terceira onda que enfatiza que o bem-estar não é apenas a ausência de sofrimento, mas envolve nos direcionarmos para aquilo que valorizamos. Escolhi essa leitura porque eu acredito em uma vida com flexibilidade psicológica, que é o contrário da rigidez e controle que nos leva a ansiedade e o medo, é algo que tem sido o meu foco: desenvolver uma vida sem cobrança e sem o meu chicote estalando contra mim mesma. É uma leitura leve e simples para o cotidiano. 

YouTube: Como se tornar incrivelmente bom em qualquer coisa 

O Reservatório de Dopamina fez esse vídeo realmente útil ensinando o processo para aprender qualquer nova habilidade. Acredito que quando olhamos para alguém que é excelente em alguma coisa específica, podemos já imaginar que essa pessoa tem um dom ou um talento natural, mas a ciência mostra que as pessoas não nascem boas em algo, elas se tornam a partir de dois ingredientes fundamentais: treino e constância. O vídeo discute com a neurociência de fundo conceitos como o efeito Platô da Aprendizagem, o Estado de Flow, e a importância de metas para o nosso desempenho.

A parte mais importante para mim foi compreender, segundo a ciência da motivação, a importância de termos metas estruturadas, porque elas serão responsáveis por nos fazer direcionar energia para o que de fato importa, sustentar o nosso esforço ao longo do tempo e fornecer uma ferramenta para enxergar o processo. 

YouYube: Como ter uma vida significativa 

Ter uma vida boa não envolve simplesmente a ausência de sofrimento, pois as aflições e tempestades fazem parte da nossa condição como seres humanos. Entendendo isso, podemos partir de uma nova perspectiva: o que torna a vida significativa, apesar da dor? E uma das respostas passa por entender quais os nossos valores pessoais, ou seja, aquilo que valorizamos e escolhemos intencionalmente nos direcionar. Valores são uma bússola, uma direção, um norte. Quando não temos clareza dos nossos valores, tomamos decisões baseadas em medo, pressão social, costume ou simplesmente cansaço. Viver bem envolve coerência com o que sentimos, acreditamos e fazemos. 

YouTube: A vida que você quer também assusta 

Eu tenho passado por um momento onde um grande objetivo alcançado está em andamento e as próximas etapas estão totalmente fora do controle, e enquanto espero, não possuo outros grandes objetivos, até semanas atrás nem metas eu tinha. E esse vídeo me ajudou muito a refletir em como podemos construir a nossa identidade inteira em torno da ideia de esforço, da busca por algo sempre melhor no futuro e da resolução de problemas, a ponto de nos tornarmos lutadores profissionais. Mas quem somos nós quando não temos mais pelo que lutar? 

Existe um risco real de passarmos a vida inteira como sobreviventes, esquecendo que o objetivo final de toda essa jornada era, na verdade, aprender a viver.

Quem sou eu quando não estou buscando algo? Responder essa pergunta para mim mesma tem sido um imenso desafio e acredito que ela não tenha uma resposta definitiva, porque afinal sou um bocado de coisas todas ao mesmo tempo, mas acho que aprendi a não colocar toda a minha identidade na busca por algo.

Filme: Meu Ano em Oxford 

Faz tempo que não me dou o luxo de assistir filmes; sei lá, eu acho que não tenho tanta paciência para ficar sentada 2 horas seguidas e assistir algo do começo ao fim. Eu perdi esse hábito, ainda mais sozinha. Junto de alguém, eu até consigo assistir, mas sozinha, eu sou um desastre, mas quero mudar isso. Filme também é cultura, intelectualidade e aprendizado. Assisti o Meu Ano em Oxford esse fim de semana, e é um filme leve, romântico e divertido. Eu adoro a atriz principal, ela é muito linda. A história é sensível, verdadeira e vai muito além de um feliz para sempre. E fala de algo que eu amo: poesia e literatura. Me deu até vontade de voltar a ler alguns clássicos que me acompanharam na infância. 

A história me fez refletir sobre a brevidade da vida, e também em um ponto: algo só importa e vale a pena se for durar para sempre? Talvez seja difícil pensar nisso, mas me pergunto como pode uma escolha que fazemos mudar toda a nossa história e futuro. É um filme bem clichê, mas é divertido e triste ao mesmo tempo.

Youtube: Os melhores homens já foram quebrados 

Esse vídeo merece um espaço aqui e um prêmio de melhor reflexão da semana, se é que isso pode existir aqui. Todo mundo foge da vulnerabilidade e do fracasso, mas esquecemos que a vida não nos dá e nunca dará uma garantia de vitória toda vez que tentarmos alguma coisa. Acho que depois das redes sociais, eu me tornei um pouco intolerante ao lidar com meus próprios fracassos. Acho insuportável a ideia das coisas não darem certo de primeiro, acho desagradável e amargo a ideia de falhar e ser quebrada pelas circunstâncias.

Hoje, tenho mais humildade em entender que o sofrimento não me escolheu, mas escolheu todos nós, porque sofrer é inevitável. Aceitar nossa humanidade é aceitar uma parcela de sofrimento, mesmo odiando. O fracasso coloca o nosso ego no lugar. Uma sociedade em que fracassar é humilhante, que busca uma alta performance e uma vida perfeita, assumir que somos seres limitados parece impossível, porque sempre tem alguém dizendo que podemos mais. 

Ser "quebrado" pelas circunstâncias da vida não é o fim, mas o início de uma jornada de maturidade e conexão humana. A frase mais marcante do vídeo é: orar é para os fracos, por isso eu oro. 

Filme: A última casa 

Esse filme não é 100% bom, já começo dizendo isso, mas a história é interessante, os atores são maravilhosos e é um suspense saudável, e o que torna o filme bom é a atuação sempre maravilhosa do nosso querido Wagner Moura (tem alguém que não ama esse homem? rsrs). Imagine a experiência de ficar trancado em casa por uma força misteriosa durante anos? Sem nunca poder abrir a porta, a janela ou respirar o ar puro da manhã? Acompanhar a trajetória dos personagens se virando para sobreviverem com poucos recursos, cuidando da convivência para não surtarem, fazendo milagres para terem o que comer, é uma experiência curiosa. O filme não apresenta todas as respostas do porquê isso aconteceu, quais são as forças por trás disso, então o final pode ser sem pé e nem cabeça para alguns.

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