Luana Galdino

psicologia, fé & cotidiano

Luana Galdino
Oi, me chamo Luana e aqui você encontra o meu diário virtual sobre cotidiano, reflexões, aprendizados e experiências que a vida me deu. Escrevo para dividir um pouco das coisas que amo, me inspiram e que me fazem feliz. Esse blog é um lugar de respiro para quando você precisar de uma pausa ♡

I think about you all the time

Eu sempre me pego pensando em você, até mesmo quando eu não quero. Algumas vezes eu tento evitar, mas em outros momentos, eu só te permito tempo o suficiente para o choro não vir; quando a garganta começa a fechar e os olhos a umedecer levemente, eu paro. Você vem principalmente nos momentos ruins, não sei se porque eu gostaria do teu colo e aconchego, ou se culpo o nosso fim pelas coisas que hoje não posso escapar. 

Não sei se ainda te amo, ou se amo as partes boas da nossa histórias e as memórias boas que o tempo não pôde destruir. Não sei se ainda te quero, ou se quero aquelas manhãs silenciosas e o conforto dos dias chuvosos e frios no sofá lendo enquanto você jogava os seus jogos favoritos. Não sei se ainda te desejo, ou se desejo as nossas conversas intermináveis que pareciam minutos e não horas de tão gostosas que eram. 

A distância de você & de nós me deixou lúcida, lúcida o bastante para desejar o indesejável. 

Eu lembro de tudo. Me recordo dos benditos detalhes que parecem impossíveis escaparem de mim. Também me lembro da nossa imaturidade dividindo o mesmo teto. Me lembro de duas crianças perdidas em seus próprios universos tentando amar uma à outra do jeito que podiam, do melhor jeito que lhe cabiam. Acho que dava para ter construído muita coisa sólida, mas não tínhamos os dois pés no chão para sair da areia movediça em que estávamos.

O que eu mais gostaria de saber é se a distância foi o bastante para você esquecer, de mim e do que vivemos. Na verdade, a pergunta que me faço todos os dias é se você ainda gosta de mim e se pensa na gente. Quantos corpos já te tocaram depois de mim, ou depois dela. Quantas pessoas você já tentou amar depois que eu parti.

Você fez parte de mim por tanto tempo que eu não sei se passei os últimos anos tentando ocupar esse espaço no peito com qualquer outra coisa que não doesse e não me machucasse. Agora estou aprendendo a me ocupar inteira, aos trancos e barrancos. E pensar que agora eu desisti de estar com você, mas eu não desisti de te amar. Não importa quem esteja do meu lado, você é inesquecível. 

Eu não posso ouvir o seu nome, não posso ouvir as mesmas músicas, não posso jogar os mesmos jogos, não posso ir nos mesmos lugares, não posso ver os mesmos filmes, sem que o estômago embrulhe e o mundo ao redor fique, por um segundo, silencioso. Eu até pensei em fazer uma lista de todos os lugares que já fomos juntos só para replicar a experiência, em assistir de novo todos os nossos filmes favoritos e cozinhar as comidas que você me ensinou a fazer. Não sei se essa é uma boa ideia ou uma péssima ideia.

Me pergunto todos os dias o porquê. Porque os fins acontecem. Porque coisas boas se encerram. Hoje existem tantas coisas presentes na minha vida que poderiam dar essa resposta e trazer uma justificativa, mas nada me serve. Hoje eu estou mais forte, mais centrada, mais resiliente, mais durona, mais focada. Mas eu poderia ter me tornado assim com outras coisas, né? Porque teve que ser com o nosso término? Será que eu daria conta se fosse qualquer outra coisa?

Todos os dias eu tenho um único objetivo: não pensar demais no passado. Na verdade, não pensar em quase nada do passado. Se eu penso demais, fico triste. Se eu penso por um segundo, sinto um aperto no peito. Se eu me demoro nesses pensamentos, não sinto vontade de levantar da cama.

Queria que as coisas do coração fossem mais simples.

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